Quer dançar?
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Rodrigo Ferreira, quase desenhista e melomaníaco. Há quase 18 anos sendo um desastre.
Sempre achei engraçado demais a maneira e a frequência com que você perguntava se os meus textos eram para você. Mas eu negava, como se eu estivesse ocupada o suficiente para não fazer este favor: tirar o nó que você tinha na garganta. Eu negava, porque de todos os textos eternizados e de todas as lágrimas cristalizadas, eu queria que a gente perdurasse mais que tudo; mais que os textos, mais que as lágrimas. Porque eu sempre pensei sobre como você me acharia fácil demais, entregue demais, acessível demais. Aí você iria embora e voltaria quando fosse conveniente… E eu não queria isso. Eu queria que ao menos, aquele texto triste, só servisse de recordação… Só para demonstrar que o amor tem lá suas fraquezas, desavenças, friezas, deficiências e problemas. Eu queria, mais que tudo, que você não se orgulhasse por receber um texto, mas sim por ter me conquistado como bem maior. E eu te olhava com um sorriso de orelha à orelha, dizendo que nada a ver, que coisa sem cabimento, que coisa sem fundamento e sem precisão. Desviava o assunto: E aí, como foi seu dia?, e você tornava a perguntar se o texto era para você, e eu terminar com um “não” e um ponto bem gordo e enfático depois dele. Nos dias que se seguiram, lá íamos brigar e ter um estresse semanal. E a gente ficava sem se falar por horas, dias… E era neste período de tempo que eu mais escrevia: sobre quão cafajeste, sem coração, desumano, orgulhoso, imaturo, idiota e passivo. Eu te odiava por horas, por dias. Mas você, previsível, vinha com a maior cara de pau, perguntando se aquela pilhas, aquele monte - até as folhas amassadas no lixo - se elas foram feitas para você. E eu, mais esgotada da gente, respondia: Mas é claro que não! Você acha mesmo que meu tempo é destinado somente a você? Você acha que durante esse tempo que nós estivemos longe um do outro eu tive tempo para pensar no nosso romance pra lá de desequilibrado? Mas é claro, óbvio, nítido que não. E eu, mais que achava engraçada a sua maneira chata e incessante de perguntar se foi feito para você, achava mais engraçado ainda a minha maneira tola de negar que era para você. Mas agora, com todas as palavras ditas, com tudo feito, encho a boca para falar que sim, todos os textos eram para você. Desde aquele que você não concordou, até aquele que você se sentiu traído. E eu dizia: Ah, para! É só um texto. Desde os pequenos aos mais extensos e sentimentalistas… Tudo, tudo era seu! Até eu. Mas sabe o verdadeiro motivo para eu achar graça de tamanha tolice vindo de você? Não era em si o fato de você perguntar, mas sim a sua falta de raciocínio e percepção: se meus textos não são para você, para quem serão?
Alugue Felicidade. (via abortei-o-ceu)
A poesia morre
no olhar que desvia
na gota engolida
no silencio do ponto
na calma perdida
na procura sem fim
sem meio
sem despedida
até ela morre em vida.
Elisa Bartlett. (via oxigenio-dapalavra)
I just need a coffee and a comfortable love. 🍵 ♡

I just need a coffee and a comfortable love. 🍵 ♡

Sou cada vez mais seu.
Sussurrando, eu confesso minha condição.
Graças aos céus,
Te encontrei, amor,
Companhia ideal
Pro inverno e pro calor.
Teco Martins.
Não morro de amores por pessoas sem mistério, quando se é muito transparente, muito risonho e educado é raro ser levado a sério. Prefiro os mais silenciosos, os que abrem a boca de menos, os mais serenos e mais perigosos. Aqueles que ninguém define e que sempre analisam os fatos por um novo enfoque. Prefiro os que têm estoque aos que deixam tudo à mostra na vitrine.
— Martha Medeiros
Resistir é preciso!

Fui à exposição “Resistir é preciso” no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) e me arrepiei, me emocionei, foi sensacional. Se você mora no Rio e quer saber mais sobre a Ditadura, sobre a repressão, as torturas, a forma de governo daquela época, vá lá! É muito boa a exposição.
Tirei muitas fotos e vou postar algumas.

Graças aos céus,
eu te encontrei, amor;
companhia ideal
pro inverno e pro calor.
Música Para o Amor da Minha Vida; Teco Martins
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